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Proteção das serpentes

🦎 Répteis

As serpentes levam uma vida oculta, razão pela qual a sua rarefação pode passar despercebida. Mas, a menos que se faça da sua proteção uma prioridade, centenas de espécies arriscam-se a extinguir-se num futuro próximo. A ameaça mais grave que pesa sobre elas é a destruição do seu habitat, mas as serpentes são também eliminadas por medo, e muitas são vítimas da estrada ou do comércio de peles.

Os habitats naturais das serpentes são devastados pelas atividades do homem (desmatação para a agricultura, abate de árvores, etc.). Em certas regiões, numerosas espécies de serpentes já foram exterminadas, em grande parte porque não conseguem fugir dos habitats ameaçados tão facilmente como os mamíferos ou as aves.

Certas espécies são mortas por predadores introduzidos deliberada ou acidentalmente pelo homem: gatos, cães, mangustos, ratos. O desenvolvimento industrial e comercial fez também, muitas vezes, desaparecer as presas das serpentes, privando-as assim de alimento. São igualmente mortas à vista em numerosos países, sejam ou não venenosas.

Milhares morrem nas estradas, são exploradas pela pele, capturadas para os zoos, os terrários ou a investigação, e em certas regiões da América do Norte a «caça às cascavéis» é mesmo uma atividade de lazer, organizada sob a forma de batidas.

Medidas de proteção:

As serpentes precisam de ajuda imediata se quisermos que sobrevivam. Devem ser protegidas do mesmo modo que as outras espécies em vias de extinção.

A investigação deve beneficiar de fundos suficientes para conseguir colmatar as numerosas lacunas que temos no conhecimento das serpentes (certas espécies só são conhecidas a partir de um punhado de espécimes…).

O desenvolvimento das reservas naturais dedicadas às serpentes exigirá ainda muitos esforços, mas felizmente beneficiam de uma proteção indireta quando partilham habitats com outras espécies em vias de extinção. Os parques nacionais e as reservas naturais têm, por isso, um grande valor para ajudar a proteger as espécies.

Para certas espécies de serpentes, os programas de reprodução em cativeiro constituem a única solução para as salvar da extinção. O objetivo da criação em cativeiro deve ser libertar as serpentes na natureza, mas se uma espécie for rara em consequência da destruição do seu habitat, há que tomar primeiro medidas de proteção eficazes no local.

A educação continua a ser o melhor instrumento de proteção…

Legislação:

Em todo o mundo, numerosas espécies de serpentes beneficiam de algumas leis sobre a proteção dos animais, das quais 3 regulamentam a recolha, o comércio e a exportação das serpentes raras (ou dos produtos derivados).

A principal regra internacional (e a mais conhecida) é a Convenção de Washington, a famosa CITES (Convention on International Trade on Endangered Species), que visa regulamentar o comércio das espécies ameaçadas, sejam animais ou vegetais. Assinada em Washington em 1973, esta convenção foi ratificada por 120 países. As espécies em causa foram repertoriadas em listas, os anexos, em função do grau de ameaça que pesa sobre elas. Os animais considerados mais em perigo foram reunidos no anexo I e estão totalmente protegidos. Não podem ser exportados do seu país de origem, salvo em benefício de instituições com fins científicos ou educativos. Os animais menos em perigo mas que devem, ainda assim, ser objeto de controlo estão listados no anexo II. Podem ser exportados, mas são objeto de um controlo ao nível do país exportador e do país importador.

A reter sobre a proteção e a lei

Muitas serpentes estão ameaçadas pela destruição dos seus habitats, pelo tráfego rodoviário e pelo comércio. Várias espécies estão protegidas: não se retira uma serpente da natureza, e o comércio das espécies ameaçadas é enquadrado a nível internacional pela Convenção de Washington («CITES»).

A reter Nunca capture uma serpente selvagem. Na Suíça, a detenção de certas espécies — e de todas as espécies venenosas — está sujeita a autorização, e o comércio das espécies protegidas é regulamentado (CITES). Em caso de dúvida, informe-se junto do seu serviço veterinário cantonal. Estas informações não substituem um aconselhamento jurídico oficial.

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Uma questão sobre a sua serpente? O Consultório veterinário Au Furet, em Echichens, é especializado em NAC: +41 21 811 55 11, marcação onlinesaber mais.

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Emergência? Contacte primeiro o seu consultório habitual: o atendedor de chamadas indica o número do veterinário de plantão. Ver o procedimento a seguir.

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